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Eu preciso contar tudo na primeira sessão?

Foto do escritor: Erick Vinicius
Erick Vinicius
23 de jul.
1 min de leitura

Você chega ao consultório na hora marcada. Olha no relógio, espera a porta abrir e alguém chamar pelo seu nome, te

convidando para entrar. Você entra, se senta numa poltrona e então a outra pessoa faz a pergunta de um milhão de dólares: “o que traz você até aqui?” Você paralisa, não sabe por onde começar, pensa em ir embora. De repente, tudo parece intimidador demais para ser revelado a uma pessoa que você não conhece.

Eu sei, revelar confissões, vivências e experiências tão íntimas nessas condições pode ser intimidador. O terapeuta oferece sigilo, mas ele por si só não é suficiente quando não se sustenta em intimidade. Quem disse que a primeira sessão precisa começar assim?

O espaço terapêutico pode e deve ser um espaço onde você fala sobre o que quiser, quando e como quiser. Vamos tocar no que dói? Vamos. Porém, caso não se sinta à vontade para falar sobre coisas tão densas, que tal começar com alguma questão do dia a dia ou simplesmente falando sobre você? Coisas que gosta, o que espera da terapia... tudo é válido.

Como profissional, o terapeuta não espera que você conte tudo na primeira sessão (e mesmo que você ache que contou tudo, sempre tem mais para explorar!) Ele espera que você possa, naqueles 50 minutos de sessão, sentir que ali é um espaço para chamar de seu. Primeiro ganha-se confiança no processo e depois a coragem para confidenciar seja lá o que for. Por isso, não se preocupe em dizer tudo de cara: a história é sua, só sua. Conte-a como desejar. Sinta-se à vontade!

 
 
 

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